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Plano de saúde coparticipativo: benefícios e considerações

Descubra como o plano de saúde coparticipativo funciona, quais são seus benefícios e se ele realmente compensa para você e sua empresa.

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Lukas Letieres

HR Consultant

plano de saude

3 de março, 2025

O plano de saúde coparticipativo tem se tornado uma opção cada vez mais adotada por empresas que desejam oferecer um benefício de qualidade aos colaboradores sem comprometer excessivamente o orçamento.

Nesse modelo, o funcionário paga uma parte do valor de cada atendimento ou procedimento realizado, tornando o custo do plano mais acessível tanto para a empresa quanto para os empregados.

Além disso, oferecer um plano de saúde adequado contribui para o bem-estar da equipe e pode impactar positivamente o clima organizacional. Mas será que essa é a melhor alternativa para o seu time?

Para gestores de RH e empregadores, entender as vantagens e desafios do plano de saúde coparticipativo é essencial para tomar uma decisão estratégica e garantir um benefício que realmente agregue valor à equipe.

Neste artigo, vamos explorar como esse modelo funciona, seus principais benefícios e os pontos que devem ser considerados antes da implementação.

O que é o plano de saúde coparticipativo?

Antes de mais nada, o plano de saúde coparticipativo é um modelo de assistência médica em que o beneficiário paga uma mensalidade fixa e também arca com uma parte dos custos dos serviços utilizados, como consultas, exames e procedimentos.

Esse tipo de plano é uma alternativa mais acessível para empresas e trabalhadores, pois reduz o valor mensal em comparação aos planos tradicionais, tornando a oferta de benefícios trabalhistas mais viável para empregadores.

Na prática, a empresa pode oferecer o plano como um benefício corporativo, e o colaborador só paga valores adicionais quando utiliza o serviço. O percentual ou valor fixo da coparticipação varia conforme o contrato firmado com a operadora de saúde, podendo ser uma taxa fixa por consulta ou um percentual do custo do procedimento.

Da mesma forma, esse modelo tem vantagens tanto para as empresas, que conseguem oferecer um benefício sem um custo elevado, quanto para os funcionários, que têm acesso a um plano de saúde de qualidade por um preço mais acessível.

No entanto, é essencial que as regras de coparticipação sejam bem esclarecidas para evitar surpresas nos valores cobrados.

Benefícios do plano de saúde coparticipativo

Optar pelo plano de saúde coparticipativo pode trazer diversas vantagens tanto para as empresas quanto para os colaboradores. Entre os principais benefícios, destacam-se:

  • Custo reduzido na mensalidade: como o beneficiário paga uma parte dos serviços utilizados, a mensalidade do plano tende a ser menor do que em um plano tradicional, tornando-o mais acessível.
  • Maior viabilidade para as empresas: empresas conseguem oferecer um benefício de saúde para os funcionários sem comprometer tanto o orçamento, o que contribui para a retenção de talentos.
  • Uso mais consciente dos serviços: com a coparticipação, os colaboradores tendem a utilizar os serviços médicos de forma mais responsável, evitando consultas e exames desnecessários.
  • Cobertura ampla: apesar do custo compartilhado, esse tipo de plano geralmente oferece uma boa rede de atendimento, garantindo acesso a consultas, exames e procedimentos médicos essenciais.
  • Incentivo ao bem-estar dos funcionários: ter um plano de saúde acessível melhora a qualidade de vida dos colaboradores, reduzindo o absenteísmo e aumentando a produtividade.

Dessa forma, esse modelo equilibra custos e benefícios, sendo uma alternativa viável para empresas que desejam oferecer assistência médica sem arcar com um valor muito alto.

Quais os procedimentos isentos de coparticipação?

Os procedimentos isentos de coparticipação em um plano de saúde coparticipativo no Brasil podem variar conforme o contrato específico de cada operadora de saúde.

No entanto, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelece algumas diretrizes e regulamentações sobre a coparticipação e os procedimentos que podem ser isentos. A seguir, estão alguns exemplos comuns de procedimentos que muitas vezes são isentos de coparticipação:

  1. Consultas preventivas:
    • Consultas médicas periódicas de rotina.
    • Acompanhamento pré-natal e puerperal.
    • Consultas pediátricas para acompanhamento de desenvolvimento.
  2. Exames preventivos:
    • Mamografia de rastreamento.
    • Papanicolau (citologia oncótica).
    • Exames de glicemia e colesterol para prevenção de doenças crônicas.
  3. Procedimentos relacionados à gestação:
    • Ultrassonografias obstétricas.
    • Parto (normal ou cesárea).
  4. Vacinas:
    • Vacinas previstas no calendário de vacinação do Ministério da Saúde.
  5. Tratamentos de doenças crônicas:
    • Exames e consultas para controle de diabetes, hipertensão e outras doenças crônicas.
    • Sessões de hemodiálise.
  6. Urgências e emergências:
    • Atendimento em pronto-socorro em situações de urgência e emergência.
  7. Tratamentos psiquiátricos:
    • Sessões de psicoterapia (de acordo com a cobertura estabelecida pela ANS).
    • Internações psiquiátricas.
  8. Terapias e reabilitação:
    • Sessões de fisioterapia e terapia ocupacional (dependendo da condição e do plano contratado).
  9. Doenças graves:
    • Tratamento de câncer (quimioterapia, radioterapia).
    • Transplantes de órgãos cobertos pelo plano.

Considerações antes de contratar um plano de saúde coparticipativo

No momento de contratar um plano de saúde coparticipativo, é essencial avaliar alguns pontos para garantir que ele realmente atenda às necessidades da empresa e dos colaboradores.

A seguir, confira algumas considerações importantes:

  • Custo-benefício: analise se a economia na mensalidade compensa os valores pagos a cada uso do serviço. Em alguns casos, um plano tradicional pode ser mais vantajoso dependendo do perfil dos funcionários.
  • Percentual de coparticipação: verifique quais serviços exigem coparticipação e qual será o valor pago pelo colaborador em consultas, exames e outros procedimentos. Algumas operadoras cobram taxas fixas, enquanto outras aplicam percentuais sobre o valor do atendimento.
  • Limite de gastos: algumas operadoras estabelecem um teto máximo de coparticipação para evitar cobranças excessivas ao beneficiário. É importante conferir se há essa proteção no contrato.
  • Rede credenciada: certifique-se de que a rede de hospitais, clínicas e laboratórios atende bem às necessidades dos funcionários, especialmente se a empresa tiver atuação em diversas regiões.
  • Transparência na comunicação: o RH deve garantir que os funcionários entendam bem como funciona o plano, quais são os custos envolvidos e como realizar consultas e exames sem surpresas financeiras.

Por fim, avaliar esses pontos antes da contratação evita problemas futuros e garante que o plano escolhido realmente contribua para a saúde e o bem-estar dos colaboradores.

Dicas para escolher o melhor plano

Escolher um plano de saúde coparticipativo exige atenção a diversos fatores para garantir que ele seja vantajoso tanto para a empresa quanto para os colaboradores. Aqui estão algumas dicas para tomar a melhor decisão:

  • Analise o perfil dos funcionários: se a equipe faz pouco uso de serviços médicos, um plano com coparticipação pode ser mais econômico. No entanto, se há necessidade frequente de atendimento, um plano tradicional pode ser mais vantajoso.
  • Compare os percentuais de coparticipação: Algumas operadoras cobram valores fixos por consulta e exames, enquanto outras aplicam um percentual sobre o custo do serviço. Verifique qual modelo é mais previsível e acessível para os funcionários.
  • Verifique a cobertura e a rede credenciada: Certifique-se de que hospitais, clínicas e laboratórios disponíveis atendem bem às necessidades da equipe e estão bem localizados.
  • Considere o limite de coparticipação: Algumas operadoras estabelecem um teto máximo de gastos para evitar que os custos pesem excessivamente para o colaborador.
  • Analise o custo-benefício: Não foque apenas na mensalidade reduzida. Compare os gastos estimados com coparticipação e veja se a economia realmente compensa.
  • Esclareça as regras para os funcionários: A transparência na comunicação evita surpresas e insatisfação. Explique claramente como funciona a cobrança e os serviços cobertos.

Em suma, com essas dicas, fica mais fácil escolher um plano que equilibre custos e benefícios, promovendo a saúde dos colaboradores sem comprometer o orçamento da empresa.

Como tomar a melhor decisão para a empresa e os colaboradores?

É claro que, escolher um plano de saúde coparticipativo adequado requer uma análise cuidadosa das necessidades da empresa e do perfil dos colaboradores. Por isso, para tomar a melhor decisão, considere os seguintes pontos:

  • Avalie o orçamento da empresa: antes de optar pelo plano, analise o impacto financeiro para a empresa e defina um valor sustentável a longo prazo.
  • Entenda o perfil dos colaboradores: funcionários mais jovens e saudáveis tendem a utilizar menos serviços médicos, tornando a coparticipação mais vantajosa. Já equipes que fazem uso frequente do plano podem ser mais impactadas pelos custos adicionais.
  • Compare diferentes operadoras: cada empresa de planos de saúde oferece regras distintas para coparticipação, cobertura e atendimento. Faça uma pesquisa detalhada antes de fechar contrato.
  • Verifique os serviços essenciais: nem todos os planos cobrem os mesmos procedimentos. Certifique-se de que exames, consultas e internações mais necessários para sua equipe estão incluídos.
  • Considere o impacto na retenção de talentos: um bom plano de saúde pode ser um diferencial competitivo para atrair e manter bons profissionais. Avalie se a opção escolhida atende às expectativas da equipe.
  • Comunique a decisão com clareza: seja transparente ao explicar como funciona a coparticipação, quais são os custos e quais benefícios os funcionários terão com o plano.

Finalmente, ao equilibrar os interesses da empresa e dos colaboradores, é possível escolher um plano de saúde eficiente, acessível e que contribua para o bem-estar no ambiente de trabalho.

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VP of Community and Growth at Sesame RH | + posts

Profissional experiente de RH dedicado a promover comunidades colaborativas fortes de líderes de RH. Como fundador do RH Club e da HR Community, uso meus mais de 15 anos de experiência para melhorar as perspectivas de carreira dos líderes de RH.


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